Apesar de faltar apenas 3 semestres para a formatura sinto que não sei absolutamente nada, tanto no campo teórico quanto em relação a prática. Há ainda muitas lacunas para serem preenchidas e talvez tenha um despreparo por partes dos professores em transmitir os conhecimentos. Alguns professores realmente acham que o tipo de ensino “depósito bancário” é o correto e não permite a reflexão e autonomia do aluno perante certas situações. E devido a isso acontece um fracasso na transmissão de conhecimentos. Os alunos se fecham e acham extremamente chato as aulas expositivas onde acontece o monopólio do professor, e não apenas o conteúdo era entediante mas também a forma como é passado para nós alunos. O aluno não é considerado como uma pessoa com posse de conhecimentos e por muitos sua participação não é bem-vinda durante o curso da aula. Dessa forma, as escolas de um modo geral são vistas como um lugar onde muito conteúdo é despejado em alunos e o sentimento de "não está sendo produtivo pra mim, eu não quero mais ir à aula começa a se tornar algo presente demais na rotina". Acredito que uma reavaliação por parte dos professores em relação à postura e também a projetos pedagógicos utilizados em sala de aula seria de grande importância para começar a modificar a situação educacional pela qual passamos atualmente. Sei também que técnicas e metodologias inovadoras de ensino podem ser um tanto quanto ameaçadoras mas o desenvolvimento de métodos baseados em solução de problemas seria, no meu ponto de vista, mais eficiente para motivar e inserir o aluno de forma participativa e de modo a encorajar a reflexão dos temas trabalhados.
Não posso esquecer de comentar o fato de que muitas vezes o que é imposto aos professores pelos novos currículos através de cargos superiores de gerência, muitas vezes não é o que realmente acontece dentro de sala de aula. O que acontece é o que se pode chamar de currículo oculto. Apesar de no papel estar sendo descrito as condutas de ensino a serem desenvolvidas pedagógicamente, dentro da sala de aula quem dá o currículo é o professor e em certos casos os professores por serem tradicionalistas não desenvolvem o currículo proposto. Assim desenvolvem o currículo que lhes é mais conveniente. Mantendo metodologias um tanto quanto ultrapassadas. Posso exemplificar através da experiência que tenho tido durante esse semestre em uma cadeira obrigatória do meu curso. Essa disciplina, do meu ponto de vista, seria um espaço para compartilhar reflexões acerca dos textos propostos para serem lidos em casa. Posso dizer que isso não acontece. Quando estamos em aula ficamos lá durante 1h30min ouvindo nada mais do que uma resenha que a professora fez dos textos e nos passa de forma autoritária de modo que não podemos de forma alguma discordar do que os autores discorrem nos temas pautados ou simplesmente ouvimos um "aham, continuando Focault diz...". Agora o que me pergunto, qual é a necessidade de ir para a aula para ouvir exatamente o que eu li? Qual a necessidade de ir lá perante ao professor se de nada ele me acrescenta?
Penso que não quero ser assim. Se fosse esse o caso não precisaríamos de professores, apenas viveríamos em uma biblioteca lendo os textos de pessoas diversas e assumindo como verdade absoluta esse registro.
Olá Stephani,
ResponderExcluirrealmente este tipo de postura é lamentável. A relação ensino/aprendizagem/troca quando vista de uma forma reta, sem diálogo, não é possibilita enriquecimento para nenhuma das partes. Pelo contrário, como tu disseste, acaba por desmotivar a todos. É uma pena. Mas como tu pensas que seria uma aula onde as opiniões de todos fossem respeitadas, onde houvesse de fato a possibilidade de troca e construção?
Abraços, Anelise.
Olá Stephani,
ResponderExcluirsendo esta postagem a que tu relacionas tuas ideias com os conceitos dos autores sugeridos pela professora Nádie, peço que tu cites com mais clareza essa relação, para que possamos visualizar teus apontamentos e tuas posições.
Abraços, Anelise